segunda-feira, 13 de maio de 2013

Louvor & Adoração

Fundamentos de Louvor e Adoração: A quem adoramos?
Ser um adorador é o que Deus mais deseja que sejamos. Deus me chamou e nos chamou
para sermos um adorador, Deus te fez para ser um adorador.

Deus nos chamou para servi-lo, para fazer a sua obra, essa é uma das mãos pelas
quais fomos formados, mas na outra mão Deus nos fez para termos comunhão com
ele. E adoração nada mais é do que termos comunhão com Deus.

Quando Deus criou o homem no jardim do Éden, o criou para ter comunhão com
Deus. Uma comunhão verdadeira, uma comunhão despretensiosa. A adoração
começa num lugar secreto, intimo de comunhão com Deus. Sem essa disposição
de estarmos presença de Deus, não existe seminário de adoração, não existe
nenhuma fórmula que se possa ensinar na vida da igreja de como é a verdadeira
adoração.

Adoração não tem nenhuma fórmula para se conseguir, a não ser estar na presença
do pai, no lugar secreto em intima comunhão com Ele. Adoração é o homem
em comunhão com Deus. É Deus no cair da tarde no jardim do Éden visitando o
homem e a mulher que ele criou e chamando-os pelo nome. É isso que Deus deseja
e essa é a verdadeira adoração a que Deus nos convida.

Precisamos ter um lugar secreto de comunhão com Deus, de intimidade. Um
lugar onde ali a nossa vida é gerada, a onde a nossa vida é reformada, a onde a
nossa vida é transformada, e curada por Deus. Onde as nossas mazelas, nossos
problemas nossos pecados ficam diante do senhor no seu altar. Isso é adoração.

Começa com essa disposição de desejarmos parar o mundo, parar com a agitação,
parar com que estamos fazendo, deixar as coisas passageiras e nos voltarmos para
o eterno. 2 Co 4:18: “não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que
se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são
eternas.”

Adoração é um convite de Deus para o eterno. Adoração é quando decidimos
investir a nossa vida no eterno. E Parar para ouvir a voz de Deus, isso é o eterno.
Todo o resto é passageiro, tudo tem um fim. Nossa própria vida aqui nesta terra
tem um fim.

Em João 4:23: “ Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores
adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura
para seus adoradores.” Este texto é chave para a vida de adoração da igreja. E o
primeiro princípio aqui é que Deus não procura adoração. Deus procura adoradores.
Porque a adoração é um produto e adorador é uma maneira de ser. Deus procura
o ser que adora e não o produto. O nosso enfoque deve ser no que é ser um
adorador.

Existem algumas fórmulas gostosas e boas de como ministrar o louvor, existem
coisas que podemos fazer para que melhore tecnicamente a adoração. Mas, a
adoração tem a ver com o coração. A igreja tem gasto uma grande parte do seu
esforço, de seus recursos, de seu potencial tentando produzir adoração, mas o que
Deus mais quer é um coração de adorador. Um coração totalmente dele. O que
significa um coração totalmente dele? O que isso significa na nossa vida.

Temos então cinco perguntas para meditarmos:

1.A quem adoramos? 2.Por que adoramos? 3. Aonde adoramos? 4. Quando
adoramos? 5. Como adoramos?

Neste texto vamos tratar da primeira pergunta: 1.A quem adoramos?

O primeiro enfoque que a igreja precisa ter é qual o alvo da nossa adoração.
Existem muitas pessoas que adoram a adoração. Estão mais envolvidas com
o produto, com a música, com o cantar do que com o ser um adorador. E isso
acontece porque a igreja tem o foco errado de quem é o alvo da nossa adoração. O
que Deus quer ampliar em nossa vida como adoradores: é a quem nós adoramos.

Quando Jesus responde a Satanás na tentação do deserto, Ele diz “ ao Senhor teu
Deus adoraras e somente a Ele darás culto”. Aqui Jesus define a quem adoramos:
“só ao Senhor teu Deus”. E quando a bíblia enfoca “ só o Senhor teu Deus” ela está
incluindo aqui uma trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esse é o nosso alvo, o
nosso foco. É para este foco que devemos olhar: é a Deus que nós queremos, é por
Ele que somos apaixonados, é a Ele que desejamos adorar. Ele é o alvo da nossa
adoração. Ele é o grande “Eu Sou”. Aquele que tem que ser entronizado, que tem
que ser constantemente enfocado pela igreja.

Sabem o que é um ídolo? É tudo o que fica entre você e Deus. Idolatria nós
pensamos muitas vezes em “santinhos”, amuletos. Idolatria é qualquer coisa
que fique entre nós e Deus. Qualquer coisa que tira do foco do “quem é digno de
adoração”. Os ídolos deste mundo hoje não são mais feitos de madeira, de bambu
ou de gesso. Os ídolos deste mundo atualmente são mais poderosos porque eles
roubam o coração, roubam a alma, roubam o espírito, estão roubando o coração de
toda uma geração. É preciso que estes ídolos sejam acusados, retirados para que o
foco a quem devemos adorar seja ampliado na vida da igreja.

Hoje adoramos um sistema. Mas a nossa visão deve ser Deus. O centro de todas as
coisas deve ser Deus. A nossa visão, o centro de todas as coisas deve ser a glória
de Deus. Todas as outras coisas são estratégias preciosas que Deus nos dá para
viver, mas temos que adorar e invocar é a Deus. O Deus Pai, o Deus filho, o Deus
Espírito Santo deve ser colocado à frente da igreja em tudo que fazemos, em tudo
que nós somos.

Ele é o nosso “quem” e isso só é galgado em nosso coração quando nós
conhecemos a Deus. Não podemos entronizar Deus se não o conhecemos. O que
devemos fazer é levar todo irmão, toda irmã, todo novo convertido a ter essa visão
pessoal de Deus. É algo que Deus quer gerar no coração de cada um de seus filhos.

É essa visão que sustenta a vida. Quem tem uma visão de Deus de que Ele é o
nosso “quem” jamais voltará a trás. Quem tem uma visão clara de Deus em seu
coração, a revelação de que Ele é o centro de todas as coisas, que Ele é a razão de
todas as coisas. E galgar com Ele nessa comunhão significa que pode desaparecer o
mundo em baixo de nós que ficamos agarrado e sustentado na mão de Deus.

Na minha experiência pessoal quando eu estava em Cuba ministrando para os
irmãos, recebi a notícia de que minha esposa grávida de oito meses foi assaltada
e baleada na frente de nossa casa e estava na UTI. Quando soube da notícia me
faltou o chão embaixo. Mas eu tinha uma corda que me segurou e me sustentou
que era a minha comunhão com Deus.

Eu tinha certeza que a minha vida e a vida de minha família estavam nas mãos
de Deus e que ali eu estava seguro. Eu tinha a corda da fé, do conhecimento da
presença de Deus.

E aquilo que o diabo veio para roubar, matar e destruir começou a se fortalecer.
É nessas horas começamos a conhecer mais a Deus. É nas horas mais difíceis que
Deus se amplia. Esse “quem” precioso e maravilhoso começa a se ampliar na nossa
frente, na hora da luta, das tribulações. Tudo o que é natural acaba, tudo o que
confiamos neste mundo acaba, mas quem conhece a Deus jamais será abalado.

E esta situação em que eu estava vivendo foi um milagre atrás do outro. Enquanto
eu estava em Cuba, sendo moído, sem poder sair da ilha, sem poder agir por
mim mesmo. Eu só podia ficar pendurado no meu “quem” precioso, no meu Deus
amado. Esse “quem” que adoramos deve estar na frente das nossas vidas em todos

os momentos sejam eles bons ou ruins, nos momentos de dificuldade e até mesmo
nos momentos de terror, nos momentos de perseguição.

Conheço irmãos no Oriente médio que a única coisa que lhes resta é essa corda.
Perderam tudo por causa da guerra no Iraque. Eu estava nestes dias no Oriente
Médio, quando sai as pressas do Líbano para a Ilha de Chipre para poder retornar
ao Brasil porque os aeroportos estavam fechados.

Conhecia um irmão Iraquiano que perdeu tudo. Ele saiu de sua casa com a esposa,
o filho e caminhou km e km com a roupa do corpo, debaixo de bombardeiro.
Quando conseguíamos contato com ele, ele dizia: “Eu estou firme. Deus está
cuidando de nós.” Nesta situação, ele estava lá adorando com seu alaúde tocando
pra Deus. Este é uma pessoa que conhece e que sabe a quem adora.

Adoração não é um fruto de estarmos no sentindo bem ou mal. É fruto de nós
conhecermos a Deus.

Asaph Borba